Um Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Cirurgia autóctone da UFAM, em especial um Mestrado Profissionalizante, era necessário pelas seguintes razões:

1.Não havia programa semelhante no Amazonas que atendesse às três escolas médicas existentes e a quarta em formação;

2. Havia massa crítica de pós-graduados mestres e doutores em especialidades cirúrgicas em condições de serem multiplicadores de conhecimento em nível de pós-graduação Stricto Sensu;

3. A maioria dos preceptores de programas de residência médica em especialidades cirúrgicas no Amazonas não detinham título de pós-graduação Stricto Sensu;

4. Havia poucos docentes mestres e doutores em especialidades cirúrgicas orientando alunos de graduação em pesquisas ligadas ao Programa de Bolsas de Iniciação Científica, cujo pré-requisito mínimo para orientadores é o título de mestre;

5. Era pouca a produção científica dos mestres e doutores ligados a áreas de concentração cirúrgicas em parte por não haver ambiente que estimulasse o desenvolvimento de linhas de pesquisa voltadas à Cirurgia;

6. A grande maioria dos 761 médicos credenciados junto ao Conselho Regional de Medicina do Amazonas em especialidades cirúrgicas não dispunha de Pós-Graduação Stricto Sensu;

7. No Estado do Amazonas e no Município de Manaus, os serviços de Urgência, para os quais convergem pacientes com afecções cirúrgicas, são operados por profissionais de saúde ligados a cooperativas de trabalho (cirurgiões gerais, cirurgiões vasculares, ortopedistas, ginecologistas/obstetras, enfermeiros, fisioterapeutas, neurocirurgiões) que mantêm contrato com as Secretarias de Saúde. A maioria destes profissionais possui apenas curso de especialização em sua área de atuação e se beneficiaria, assim como seus contratantes, de curso de mestrado profissional que se voltasse para o desenvolvimento de métodos e técnicas de desempenho de excelência nos serviços efetuados, redundando em nítido benefício para a população atendida; 

8. De 1978 a 2012 foram formados, só no Hospital Universitário Getúlio Vargas da UFAM, 353 residentes em especialidades cirúrgicas, a maioria dos quais não evoluiu para pós-graduação Stricto Sensu. Praticamente todos detêm atividade laboral ligada a unidades de saúde do Estado do Amazonas e Município de Manaus; alguns deles são professores nas escolas médicas de Manaus; panorama idêntico é observado nos outros órgãos públicos com residência médica em áreas círúrgicas em Manaus.